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A associação a que era filiado, era unânime em taxá-lo de covarde, só o medo justificaria tanto tempo sem subir em um ringue. Era um grupo de lutadores que atribuia sua bravura ao enfrentamento constante, ainda que em lutas com golpes coreografados, destinadas unicamente a entreter platéias pouco exigentes. Por sua vez, ele sabia ser um bravo pela ousadia de só se permitir adentrar em um ringue, se fosse para ter como oponente alguém de fora da associação, que não conhecesse a coreografia e nem almejasse a aclamação do público, mas simplesmente os prazeres de uma luta autêntica e espontânea, que nenhum dos dois poderia dizer precisamente onde e como começara ou terminaria.

~ por Sérgio G. Alves em 20/04/2011.

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